Galileu Leilões na Expoacre movimenta R$ 5 mi; veja impacto
Galileu Leilões encerra a Expoacre 2026 com faturamento acima de R$ 5 milhões, alta de 21%. Marcelo Lemos explica como a genética e os pequenos produtores estão mudando a pecuária acreana.
Galileu Leilões encerra a Expoacre 2026 com faturamento acima de R$ 5 milhões, alta de 21%. Marcelo Lemos explica como a genética e os pequenos produtores estão mudando a pecuária acreana.
Galileu Leilões movimenta mais de R$ 5 milhões na Expoacre; Marcelo Lemos aponta avanços da genética na pecuária acreana
A Galileu Leilões encerrou sua participação na programação de leilões da Expoacre 2026 com faturamento superior a R$ 5 milhões. O resultado representa crescimento de 21% em relação ao ano passado. Os números foram apresentados pelos pecuaristas Marcelo e Murilo Lemos, durante entrevista concedida à Folha do Acre.
Em resumo: a empresa realizou sete leilões, comercializou mais de 200 touros e registrou a entrada de pequenos produtores, inclusive de municípios distantes de Rio Branco. Para Marcelo Lemos, o desempenho demonstra a força do agronegócio acreano e a relevância da Expoacre como espaço de comercialização, relacionamento entre produtores e desenvolvimento da pecuária.
O que o resultado da Galileu Leilões significa para o produtor acreano
Se você é pequeno produtor ou está pensando em investir em genética, os números da Galileu Leilões na Expoacre trazem um recado claro: o mercado está aquecido e há espaço para quem quer melhorar o rebanho. Marcelo Lemos afirmou que cerca de 95% do rebanho acreano está nas mãos de produtores com até 100 vacas. Isso faz do pequeno produtor uma peça fundamental para o desenvolvimento da pecuária estadual.
"Você tem um rebanho pulverizado e a base de sustentação do agro no Acre está na mão do pequeno produtor", afirmou.
Na prática, isso significa que a transformação do setor depende menos de grandes fazendas e mais de quem tem poucas cabeças, mas disposição para melhorar a genética.
Sete leilões e a força da genética local
Durante a Expoacre, a Galileu realizou sete leilões, reunindo criadores de diferentes segmentos. A programação incluiu animais das raças Quarto de Milha e Mangalarga, tropa de serviço, jumentos, muares e bovinos, incluindo touros de elite destinados ao melhoramento genético dos rebanhos.
Murilo Lemos, que acompanha o setor desde a infância, afirmou que a genética produzida no Acre não fica atrás da de outros estados brasileiros. Segundo ele, especialistas convidados para avaliar os animais durante a ExpoAcre frequentemente demonstram surpresa com a qualidade do rebanho acreano.
"Os juízes vêm e ficam surpreendidos com a qualidade e a genética que tem aqui no Acre. Então, o Acre hoje não deixa a desejar para nenhum estado do Brasil em relação à qualidade e à genética do gado", afirmou.
Para Murilo, o avanço passa também pela entrada de pequenos produtores no mercado de animais geneticamente selecionados. A aquisição de touros de qualidade pode contribuir para transformar gradualmente o rebanho de propriedades menores, especialmente por meio das fêmeas que permanecem na fazenda e passam a compor a base genética das próximas gerações.
Como um touro de R$ 25 mil pode se pagar em um ano
Marcelo Lemos defendeu a utilização de touros Nelore PO (Puro de Origem) como forma de melhorar a qualidade genética dos rebanhos. O investimento pode ser compensado pela produção de bezerros ao longo dos anos. Como exemplo, citou um touro adquirido por R$ 25 mil e parcelado em 30 vezes.
Na conta apresentada por ele, considerando a produção de aproximadamente 30 bezerros por ano e a venda de 15 machos a R$ 2,4 mil cada, o valor obtido com os machos já superaria o preço de aquisição do animal. Ou seja, em um único ano, a venda dos machos cobre o custo do touro, e as fêmeas ficam na propriedade para melhorar o rebanho futuro.
Para Marcelo, a principal dificuldade para a adoção dessa estratégia não está necessariamente no custo, mas na falta de informação.
"Eu acho que isso passa muito por uma questão cultural e conhecimento", afirmou.
Pequenos produtores de Assis Brasil, Brasileia e Feijó entram no jogo
A mudança de comportamento, segundo Murilo, já estaria acontecendo. Ele relatou que os leilões realizados pela Galileu durante a Expoacre registraram a presença de novos compradores, inclusive pequenos produtores de municípios distantes de Rio Branco. Entre os compradores citados estão produtores de Assis Brasil, Brasileia e Feijó.
"Foi mostrando e foi mudando a cultura", afirmou Murilo.
Segundo ele, mais de 200 touros foram comercializados durante a bateria de leilões mencionada na entrevista, com a participação de novos compradores interessados em genética comprovada.
A perspectiva da empresa é que essa transformação produza efeitos ao longo dos anos, já que um touro utilizado na reprodução pode permanecer por vários anos na propriedade e contribuir para a melhoria genética do rebanho.
O papel das leiloeiras além da venda de animais
Marcelo Lemos contou que a Galileu Leilões surgiu em 2019, a partir da identificação de uma demanda no mercado acreano. Segundo ele, o Acre possui cerca de 5 milhões de animais, enquanto a região de fronteira com Rondônia amplia significativamente o universo de animais movimentados na pecuária regional.
Nesse cenário, Marcelo afirma que as empresas leiloeiras exercem uma função que vai além da intermediação comercial. Para ele, a formalização dos negócios proporciona maior segurança tanto para quem vende quanto para quem compra.
"A empresa leiloeira veio para garantir o negócio, para te dar a segurança de que aquilo que você está vendendo você vai receber, e aquilo que você também está comprando você vai receber na sua propriedade", explicou.
Marcelo também destacou a importância da regularização e da segurança jurídica proporcionada pela atuação profissional das leiloeiras.
O que esperar da pecuária acreana nos próximos anos
Com quase sete anos de atuação, a Galileu Leilões afirma ter como objetivo facilitar o acesso dos produtores ao mercado e contribuir para o melhoramento dos rebanhos. Para Marcelo e Murilo, a participação na Expoacre representa mais do que a realização de negócios: é uma oportunidade para aproximar produtores de diferentes portes, disseminar informação e estimular investimentos em genética.
Com faturamento superior a R$ 5 milhões nesta edição e crescimento de 21% em relação a 2025, a empresa encerrou sua participação na programação de leilões da feira destacando o aquecimento do mercado e a entrada de novos produtores na cadeia de genética bovina.
Se você é pequeno produtor e quer melhorar seu rebanho, o caminho pode começar com um touro Nelore PO. O investimento se paga com a venda dos machos, e as fêmeas ficam para as próximas gerações. A informação é o primeiro passo, e a Expoacre mostrou que ela está chegando a municípios distantes como Assis Brasil, Brasileia e Feijó.
Perguntas Frequentes
Quanto a Galileu Leilões faturou na Expoacre 2026?
A Galileu Leilões faturou mais de R$ 5 milhões na Expoacre 2026, com crescimento de 21% em relação a 2025.
Quantos leilões a Galileu realizou na Expoacre?
Foram sete leilões, com animais das raças Quarto de Milha e Mangalarga, tropa de serviço, jumentos, muares e bovinos.
Quantos touros foram vendidos nos leilões da Galileu?
Mais de 200 touros foram comercializados durante a bateria de leilões, com participação de novos compradores.
Como um touro de R$ 25 mil pode se pagar?
Com produção de cerca de 30 bezerros por ano e venda de 15 machos a R$ 2,4 mil cada, o valor obtido supera o preço de aquisição do animal.
Onde ficam os novos compradores dos leilões da Galileu?
Entre os compradores citados estão produtores de Assis Brasil, Brasileia e Feijó, municípios distantes de Rio Branco.
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Tatiane Rocha dos Santos
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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