Alan Rick: Acre vive desgoverno, prioridade é saúde
Em entrevista na Expoacre 2026, Alan Rick (Republicanos) afirmou que o Acre vive um desgoverno, prometeu priorizar a saúde e criticou o uso da máquina pública na pré-campanha.
Em entrevista na Expoacre 2026, Alan Rick (Republicanos) afirmou que o Acre vive um desgoverno, prometeu priorizar a saúde e criticou o uso da máquina pública na pré-campanha.
Alan Rick diz que Acre vive desgoverno, promete priorizar saúde e critica uso da máquina pública
O senador e pré-candidato ao governo do Acre, Alan Rick (Republicanos), afirmou que a saúde será a principal prioridade de um eventual governo e fez críticas à atual gestão estadual. A declaração foi dada em entrevista à jornalista Gina Menezes, da Folha do Acre, na noite desta quinta-feira, 6, durante a sexta noite da Expoacre 2026.
Segundo Alan Rick, o Acre vive um desgoverno, e a população demonstra desejo de mudança. Ele comentou a receptividade do público na feira e disse que tem recebido manifestações de apoio por onde passa. "Às vezes um trajeto que levaria três minutos eu faço em meia hora. As pessoas param para conversar, tirar foto, abraçar. Tenho sentido esse desejo de mudança e de um governo que consiga liderar o Acre neste momento", declarou.
Saúde como prioridade: cirurgias, especialistas e hemodiálise
Na área da saúde, o parlamentar afirmou que o setor concentra as principais demandas recebidas da população durante suas visitas aos municípios acreanos. Entre os problemas citados estão a demora na realização de cirurgias, a falta de especialistas no interior e a necessidade de descentralizar serviços como a hemodiálise.
"Recebo diariamente o clamor das pessoas por causa da saúde. Temos pacientes esperando anos por cirurgias e consultas especializadas. Essa será a prioridade de um eventual governo, junto com investimentos em infraestrutura e saneamento básico", afirmou.
A promessa de priorizar a saúde vem acompanhada de um diagnóstico claro: o interior do estado sofre com a escassez de profissionais e a centralização de serviços. A descentralização da hemodiálise, por exemplo, é apontada como uma das frentes necessárias para reduzir o deslocamento de pacientes.
Regularização fundiária: mais de 52 mil propriedades embargadas
Durante a entrevista, Alan Rick apontou a regularização fundiária e ambiental como um dos principais desafios para o desenvolvimento da produção rural no estado. Segundo ele, mais de 52 mil propriedades permanecem embargadas. O senador defendeu uma atuação conjunta entre órgãos estaduais e federais para enfrentar o problema.
"O Estado precisa reunir IMAC, Sema, Iteracre, Procuradoria, Ibama e Incra para fazer um grande mutirão de regularização fundiária. É preciso vontade política para resolver essa situação", disse.
O número de 52 mil propriedades embargadas revela a dimensão do gargalo que trava a produção rural no Acre. A regularização é vista como condição para destravar investimentos e dar segurança jurídica aos produtores.
Trajetória política: do jornalismo ao Senado
O senador também falou sobre sua trajetória política, lembrando que não planejava disputar cargos eletivos quando atuava como jornalista e apresentador de televisão. "Foi um chamado muito maior do que a minha vontade. Vencemos a eleição para deputado federal, depois a reeleição e, em 2022, a eleição para o Senado. Hoje sigo sonhando com um Acre melhor e acredito que é possível fazer mais com boa gestão e atração de investimentos", afirmou.
A passagem pelo jornalismo é um trunfo na comunicação com o eleitor, mas Alan Rick faz questão de ressaltar que a decisão de entrar na política veio depois de um chamado maior. A reeleição para a Câmara e a vitória para o Senado em 2022 compõem um histórico que ele usa para defender a tese de que é possível fazer mais com boa gestão.
Críticas ao uso da máquina pública na pré-campanha
Questionado sobre a disputa eleitoral, Alan Rick também criticou o que classificou como uso da estrutura pública durante a pré-campanha. O senador afirmou que pretende acionar os órgãos de fiscalização para acompanhar possíveis irregularidades.
"Entendo que haverá uso da máquina pública e espero que os órgãos competentes acompanhem essas situações. Tenho recebido relatos de servidores e de pessoas que afirmam ter sofrido pressão durante esse período de pré-campanha", declarou.
A declaração acende um alerta sobre o período que antecede as eleições. Relatos de pressão sobre servidores e a utilização da estrutura pública são temas sensíveis, e Alan Rick sinaliza que pretende levar essas situações aos órgãos de fiscalização.
Diálogo com todos os municípios, sem distinção política
Alan também criticou a relação do governo estadual com prefeitos que apoiam sua pré-candidatura e afirmou que, caso seja eleito governador, manterá diálogo institucional com todos os municípios, independentemente de posicionamento político.
"O governador precisa governar para todos. Os municípios não podem ser prejudicados por divergências políticas. Essa será a nossa postura: atender todos os prefeitos e todos os acreanos sem distinção", concluiu.
A promessa de diálogo amplo busca responder a um sentimento de abandono relatado por prefeitos de diferentes espectros políticos. O tom é de pacificação institucional, mas também de recado ao atual governo, que Alan Rick acusa de privilegiar aliados.
O que esperar da pré-campanha no Acre
Com a Expoacre 2026 como palco, Alan Rick consolidou o discurso de mudança, ancorado em três frentes: saúde, regularização fundiária e fim do uso político da máquina pública. A estratégia é clara: mostrar que o problema não é falta de recursos, mas de gestão e vontade política eleições 2026 no Acre.
O senador aposta no desgaste da atual gestão para crescer nas pesquisas, mas sabe que precisará converter a insatisfação em propostas concretas. A promessa de um mutirão de regularização fundiária com órgãos estaduais e federais é um aceno direto ao setor produtivo, enquanto a prioridade à saúde busca ecoar o clamor das periferias e do interior.
Contexto histórico: um estado acostumado a promessas
O Acre tem histórico de ciclos de euforia e frustração em relação a promessas de campanha. A diferença, segundo Alan Rick, é que desta vez há um plano. O senador repete que "é possível fazer mais com boa gestão e atração de investimentos", mas não detalha de onde virão os recursos para bancar as promessas desafios da gestão pública no Acre.
A crítica ao desgoverno é o carro-chefe da pré-campanha, mas a régua para medir o sucesso será a capacidade de apresentar números e prazos. Até lá, o discurso de mudança segue no campo da intenção.
Perguntas Frequentes
Alan Rick é pré-candidato ao governo do Acre?
Sim, o senador Alan Rick (Republicanos) é pré-candidato ao governo do Acre e participou da Expoacre 2026, onde concedeu entrevista à Folha do Acre.
O que Alan Rick disse sobre a saúde no Acre?
Ele afirmou que a saúde será a principal prioridade de um eventual governo, citando a demora em cirurgias, a falta de especialistas no interior e a necessidade de descentralizar a hemodiálise.
Quantas propriedades estão embargadas no Acre, segundo Alan Rick?
Segundo o senador, mais de 52 mil propriedades permanecem embargadas, e ele defende um mutirão de regularização fundiária com órgãos estaduais e federais.
Qual a crítica de Alan Rick sobre a máquina pública?
Ele afirmou que espera uso da máquina pública na pré-campanha e que pretende acionar os órgãos de fiscalização para acompanhar possíveis irregularidades.
O que Alan Rick prometeu sobre o diálogo com os municípios?
Ele prometeu que, se eleito, manterá diálogo institucional com todos os municípios, independentemente de posicionamento político, e que não prejudicará prefeitos por divergências.
Onde Alan Rick concedeu a entrevista?
A entrevista foi concedida à jornalista Gina Menezes, da Folha do Acre, durante a sexta noite da Expoacre 2026, na quinta-feira, 6.
Tatiane Rocha dos Santos
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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